{"id":1461,"date":"2015-03-15T00:00:00","date_gmt":"2015-03-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/belavistaflorestal.com.br\/desrama-de-arvores-para-serraria-ate-onde-ela-vai\/"},"modified":"2018-07-27T16:38:50","modified_gmt":"2018-07-27T19:38:50","slug":"desrama-de-arvores-para-serraria-ate-onde-ela-vai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/belavistaflorestal.com.br\/en\/desrama-de-arvores-para-serraria-ate-onde-ela-vai\/","title":{"rendered":"DESRAMA DE \u00c1RVORES PARA SERRARIA: AT\u00c9 ONDE ELA VAI?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<div class=\"noticia clearfix noticiaCategoria-Artigos\">\n<div class=\"descricao\">\n<p>Eduardo Stehling &#8211; Bi\u00f3logo respons\u00e1vel pelo projeto de melhoramento do Cedro Australiano da BV Florestal<\/p>\n<p>(Fa\u00e7a o download do Artigo em PDF abaixo.)<\/p>\n<p>Todos j\u00e1 ouvimos a informa\u00e7\u00e3o de que \u00e1rvores que passaram pela opera\u00e7\u00e3o de desrama valem mais que \u00e1rvores n\u00e3o desramadas. Fato ou mito? Neste texto continuarei discutindo a quest\u00e3o da desrama em \u00e1rvores para produ\u00e7\u00e3o de madeira serrada.<\/p>\n<p>Conhecer a finalidade da madeira antes de iniciar um projeto florestal \u00e9 fundamental para o sucesso. Existem usos no qual a desrama agrega valor e usos que n\u00e3o. Na madeira usada em movelaria, forros e acabamentos para constru\u00e7\u00e3o civil a desrama \u00e9 necess\u00e1ria. Florestas destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de celulose e energia j\u00e1 n\u00e3o necessitam de desrama. \u00c9 muito importante pesquisar se quem comprar\u00e1 a madeira pagar\u00e1 a mais pelo diferencial. A desrama por exemplo n\u00e3o influencia na qualidade ou pre\u00e7o da madeira serrada para paletes e embalagens.<\/p>\n<p>Muitos clones de eucalipto apresentam um fen\u00f4meno conhecido como desrama natural, que trata-se da mortalidade dos galhos formados na esta\u00e7\u00e3o de crescimento anterior. Este termo freq\u00fcentemente engana o silvicultor, que acha que pelo fato dos galhos terem morrido, n\u00e3o precisa retir\u00e1-los, j\u00e1 que ocorreu uma \u201cdesrama natural\u201d. \u00a0Como j\u00e1 discutido no artigo anterior, estes galhos mortos devem ser urgentemente removidos, pois s\u00e3o eles que formar\u00e3o n\u00f3s na madeira.<\/p>\n<p>Nas madeiras de alto valor agregado, como cedros, mognos, teca, etc, a desrama \u00e9 imprescind\u00edvel devido \u00e0 finalidade que a madeira ter\u00e1 e n\u00e3o deve faltar no planejamento. O custo da desrama est\u00e1 ligado \u00e0 cultura utilizada, pois cada esp\u00e9cie tem seus pr\u00e9-requisitos. Realizar a desrama do ch\u00e3o com um extensor de alum\u00ednio reduz os custos e o risco operacional e simplifica muito a opera\u00e7\u00e3o. Florestas seminais oferecem maior dificuldade e custo, enquanto em florestas clonais a uniformiza\u00e7\u00e3o otimiza muito o processo. Algumas esp\u00e9cies como a Teca e um tipo de mogno africano (<em>Khaya senegalensis)<\/em>, apresentam madeira muito dura e com muitos galhos de grande di\u00e2metro na inser\u00e7\u00e3o do tronco, sendo esta uma desrama de maior dificuldade. Outras como o cedro australiano (<em>Toona ciliata<\/em>) e o mogno africano (<em>Khaya ivorensis<\/em>) apresentam madeira mais leve o que facilita a opera\u00e7\u00e3o. O eucalipto \u00e9 uma esp\u00e9cie com grande exig\u00eancia de desrama, pois possui muitos galhos finos para serem podados. O cedro australiano \u00e9 uma esp\u00e9cie com necessidade m\u00e9dia de desrama, mas que \u00e9 simplificada devido a madeira macia e \u00e0 uniformidade de brota\u00e7\u00f5es que os clones proporcionam.<\/p>\n<p>Mas onde podar os galhos afinal? \u00c9 rente ao tronco? Deixo um \u201ccabide\u201d? Tem uma espessura certa? Cada caso com suas particularidades, usarei como exemplo o cedro australiano. A regra b\u00e1sica \u00e9 nunca exceder 35% do volume de copa (massa de folhas) se n\u00e3o quiser mortalidade de ra\u00edzes na planta. Plantas que tem a copa suprimida tendem a superbrotar ap\u00f3s o evento de poda dr\u00e1stica.<\/p>\n<p>Muitas esp\u00e9cies possuem estruturas bem vis\u00edveis na base dos galhos conhecidas como crista e colar. Em galhos mais velhos e que j\u00e1 n\u00e3o contribuem tanto para a planta, a crista e o colar se desenvolvem num processo de antecipa\u00e7\u00e3o da perda do galho. Deixar cabides nem pensar!!! J\u00e1 o corte muito rente remove estas estruturas, atrasando muito a cicatriza\u00e7\u00e3o dos ferimentos, o que pode prejudicar a madeira produzida. O correto \u00e9 deixar pelo menos metade delas, pois o ferimento \u00e9 menor e se recupera mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rios em m\u00e9dia 3 anos para desramar o cedro australiano para obter um fuste comercial de 7 m livre de galhos. O normal \u00e9 que neste per\u00edodo ocorram pelo menos 3 opera\u00e7\u00f5es de poda. Deve-se realizar poda leve de condu\u00e7\u00e3o do cedro, especialmente entre 6 e 11 meses de idade. A segunda e terceira poda s\u00e3o mais pesadas e devem ocorrer aos 18 e 30 meses, sempre de baixo para cima e respeitando o limite de 35% de volume da copa, mantendo nas plantas os galhos jovens e rec\u00e9m formados para que ela continue com o crescimento.<\/p>\n<p>\u00c9 muito discutida a quest\u00e3o de at\u00e9 onde deve ser realizada a desrama no fuste. Isto depende do uso que a madeira ter\u00e1, da forma como ela ser\u00e1 cortada. Sugiro sempre que na condu\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore sejam considerados 10 cm de toco e entre 10 e 15 cm de janela de corte com a motosserra, representando partes que ser\u00e3o perdidas nas plantas no momento da colheita. Ou seja, o fuste se inicia de verdade a 25 cm do ch\u00e3o. A partir da\u00ed podem ser consideradas duas toras de 3,2 m, totalizando 6,4 m. Isto mostra que uma desrama bem conduzida deve alcan\u00e7ar at\u00e9 6,65 m de altura no tronco. Outras finalidades para a madeira como a lamina\u00e7\u00e3o, podem demandar desrama acima de 6,65 m. Entretanto \u00e9 necess\u00e1rio considerar que a opera\u00e7\u00e3o desta natureza se torna invi\u00e1vel devido ao uso de escadas ou ve\u00edculos de apoio, que atrasam e oneram o produtor muitas vezes sem agregar valor.<\/p>\n<p>Quem tiver mais interesse sobre o tema, \u00e9 aconselh\u00e1vel buscar a recente norma t\u00e9cnica ABNT\/CEE 103, que regulamenta sobre o manejo de \u00e1rvores, arbustos e outras plantas lenhosas em \u00e1reas urbanas, sendo esta uma leitura indispens\u00e1vel. Busque informa\u00e7\u00f5es sobre desrama na esp\u00e9cie que cultiva antes de faz\u00ea-la em seu plantio. Isto pode reduzir seus custos e riscos, aumentando a rentabilidade da cultura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticiaArquivoAnexo\">\n<div class=\"noticiaArqAnexoTitulo\">\n<h2>ARQUIVOS ANEXOS<\/h2>\n<\/div>\n<div id=\"noticiaArqAnexoLista\">\n<div class=\"noticiaArqAnexoItem\"><a href=\"https:\/\/belavistaflorestal.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/CeN_-_Ano_03_-_n17_-_02-03_de_2015_-_Desrama_2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fazer download arquivo 1 (Clique aqui)<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Eduardo Stehling &#8211; Bi\u00f3logo respons\u00e1vel pelo projeto de melhoramento do Cedro Australiano da BV Florestal (Fa\u00e7a o download do Artigo em PDF abaixo.) Todos j\u00e1 ouvimos a informa\u00e7\u00e3o de que \u00e1rvores que passaram pela opera\u00e7\u00e3o de desrama valem mais que \u00e1rvores n\u00e3o desramadas. Fato ou mito? 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